quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

VIDANÇA - Parte do texto que escrevi para a Coluna Estratégia e Gestão (14/12/2007)

O HOMEM É PRODUTO DO MEIO?
Talvez a máxima de Voltaire seja uma verdade na vida da presidente da Associação Vidança Companhia de Dança do Ceará, Anália Timbó. A dança surgiu na vida de Anália em 1974, quando ela e os quatro irmãos ingressaram na Escola de Dança do Sesi (Serviço Social da Indústria) da Barra do Ceará. O projeto era uma iniciativa pioneira, que abria as portas da dança para crianças e adolescentes de classes populares. Pouco tempo depois, em 1977, a escola foi extinta. Tudo poderia ter acabado, mas o gosto pela arte ficou entranhado na vida da jovem que, dois anos depois, passou a ser professora da Escola de Dança do Sesi. Foi quando ela deu continuidade ao trabalho com filhos e filhas de operários.

PERSEVERANÇA
Já em 1981, Anália criou o Grupo Vidança, formando o primeiro grupo de Ballet Contemporâneo do Ceará. De lá para cá, o trabalho só tem aumentado. Prova disso foi que, em 1995, a Vidança virou uma Associação. Claro que, nesse período, as dificuldades foram, ou melhor, são muitas, mas não falta disposição para continuar o trabalho. "Agora a luta é para conseguir uma sede própria e garantir o custeio da infra-estrutura básica da Vidança, além de manter a bolsa de duas alunas que foram selecionadas para a Escola de Bolshoi durante o Festival Nacional de Fortaleza, em junho deste ano.

NEM TUDO É DANÇA
Os jovens da Vidança também aprendem a usar os instrumentos de percussão e, por meio do grupo Tambatuque, possibilitou que os jovens estudassem carpintaria, confecção das alfaias, tambores xamânicos e toda a profusão rítmica que compõem as matrizes da cultura brasileira. A Associação também trabalha com o grupo intergeracional "Retalhos da Vida", promovendo encontros e troca de saberes entre familiares, crianças e jovens do Vidança.

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