O dia amanhece e logo que olho pela janela vejo o tempo nublado. No lugar do sol, gotas de chuva, ou quase uma tempestade, em se tratando de uma cidade como Fortaleza.
A vontade para acordar é mínima, ainda mais depois de dormir tarde na noite anterior. Mas é o jeito. Um esforço e acordo para malhar (pasmem).
Depois é hora de trabalhar.
O trânsito fica um verdadeiro caos. Fortaleza já não está tão bem assim de tráfego, imaginem vocês num dia em que cai "um toró daqueles". Hoje foi assim.
Quando chego no trabalho, a chuva parece querer morrer, mas logo volta a todo vapor.
Pela cortina da sala gelada (ainda mais gelada por causa do tempo) só é possível ver a escuridão, e olhe que era meio-dia!
Não bastasse o aguaceiro, relâmpagos seguidos de trovões. Parecia que o teto ia cair na cabeça da gente. Nas ruas, o caos já estava instalado. Sinais parados, ruas esburacadas, batidas de carros, de motos e de ônibus.
Pronto: está feita a pauta para os próximos dias, ou meses. Chuva e conseqüências da chuva na capital cearense.
Ah! E pode ter certeza a chuva será a conversa das mesas de bar, dos salões de beleza, das academias, dos escritórios, das clínicas... Nessa época, só quem disputa com a chuva é o Big Brother e o Campeonato Cearense de Futebol. Mas, como a chuva atinge a maioria, ou melhor, todos, ganhará audiência sem dúvidas.
É ver para crer...
Ou melhor, é chover para ver!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
VIDANÇA - Parte do texto que escrevi para a Coluna Estratégia e Gestão (14/12/2007)
O HOMEM É PRODUTO DO MEIO?
Talvez a máxima de Voltaire seja uma verdade na vida da presidente da Associação Vidança Companhia de Dança do Ceará, Anália Timbó. A dança surgiu na vida de Anália em 1974, quando ela e os quatro irmãos ingressaram na Escola de Dança do Sesi (Serviço Social da Indústria) da Barra do Ceará. O projeto era uma iniciativa pioneira, que abria as portas da dança para crianças e adolescentes de classes populares. Pouco tempo depois, em 1977, a escola foi extinta. Tudo poderia ter acabado, mas o gosto pela arte ficou entranhado na vida da jovem que, dois anos depois, passou a ser professora da Escola de Dança do Sesi. Foi quando ela deu continuidade ao trabalho com filhos e filhas de operários.
PERSEVERANÇA
Já em 1981, Anália criou o Grupo Vidança, formando o primeiro grupo de Ballet Contemporâneo do Ceará. De lá para cá, o trabalho só tem aumentado. Prova disso foi que, em 1995, a Vidança virou uma Associação. Claro que, nesse período, as dificuldades foram, ou melhor, são muitas, mas não falta disposição para continuar o trabalho. "Agora a luta é para conseguir uma sede própria e garantir o custeio da infra-estrutura básica da Vidança, além de manter a bolsa de duas alunas que foram selecionadas para a Escola de Bolshoi durante o Festival Nacional de Fortaleza, em junho deste ano.
NEM TUDO É DANÇA
Os jovens da Vidança também aprendem a usar os instrumentos de percussão e, por meio do grupo Tambatuque, possibilitou que os jovens estudassem carpintaria, confecção das alfaias, tambores xamânicos e toda a profusão rítmica que compõem as matrizes da cultura brasileira. A Associação também trabalha com o grupo intergeracional "Retalhos da Vida", promovendo encontros e troca de saberes entre familiares, crianças e jovens do Vidança.
Talvez a máxima de Voltaire seja uma verdade na vida da presidente da Associação Vidança Companhia de Dança do Ceará, Anália Timbó. A dança surgiu na vida de Anália em 1974, quando ela e os quatro irmãos ingressaram na Escola de Dança do Sesi (Serviço Social da Indústria) da Barra do Ceará. O projeto era uma iniciativa pioneira, que abria as portas da dança para crianças e adolescentes de classes populares. Pouco tempo depois, em 1977, a escola foi extinta. Tudo poderia ter acabado, mas o gosto pela arte ficou entranhado na vida da jovem que, dois anos depois, passou a ser professora da Escola de Dança do Sesi. Foi quando ela deu continuidade ao trabalho com filhos e filhas de operários.
PERSEVERANÇA
Já em 1981, Anália criou o Grupo Vidança, formando o primeiro grupo de Ballet Contemporâneo do Ceará. De lá para cá, o trabalho só tem aumentado. Prova disso foi que, em 1995, a Vidança virou uma Associação. Claro que, nesse período, as dificuldades foram, ou melhor, são muitas, mas não falta disposição para continuar o trabalho. "Agora a luta é para conseguir uma sede própria e garantir o custeio da infra-estrutura básica da Vidança, além de manter a bolsa de duas alunas que foram selecionadas para a Escola de Bolshoi durante o Festival Nacional de Fortaleza, em junho deste ano.
NEM TUDO É DANÇA
Os jovens da Vidança também aprendem a usar os instrumentos de percussão e, por meio do grupo Tambatuque, possibilitou que os jovens estudassem carpintaria, confecção das alfaias, tambores xamânicos e toda a profusão rítmica que compõem as matrizes da cultura brasileira. A Associação também trabalha com o grupo intergeracional "Retalhos da Vida", promovendo encontros e troca de saberes entre familiares, crianças e jovens do Vidança.
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